Onde vender jogos antigos e video game usado
Vender cartucho por grupo de rede social funciona até o dia em que não funciona. O anúncio some no meio de duzentas mensagens, a foto pode ser de qualquer um, a pessoa do outro lado não tem histórico nenhum e, quando dá errado, não há conversa guardada nem a quem recorrer. O problema nunca foi falta de gente querendo comprar: é falta de prova.
Aqui o anúncio nasce de um item que já está na sua estante, com foto sua, e só vai ao ar depois que você mostra a peça pela câmera. É mais trabalho no primeiro anúncio e é a razão de a vitrine não ter anúncio fantasma. Cada anúncio fica preso à ficha do lançamento no catálogo, que hoje tem 60.571 itens de mídia física em 100 plataformas: quem procura o seu jogo chega pela ficha dele, não por uma busca de texto solto.
O que o site checa antes de o anúncio aparecer
As quatro barreiras abaixo não são recomendação nem termo de uso: são checagens do servidor, e o anúncio que não passa recebe uma recusa com o motivo escrito.
- O item precisa ser seu, na estante
Não dá para anunciar um jogo avulso. O anúncio sai de um item cadastrado na sua coleção, com pelo menos uma foto real dele. Foto tirada da internet não passa.
- Vender exige mostrar a peça ao vivo
Você abre a câmera e mostra o item na mão, com um código escrito à mão no papel. O quadro ao vivo fica guardado para a moderação conferir e nunca vira foto de vitrine. Aprovado, o anúncio ganha o selo de posse confirmada.
- Preço fora da curva espera a moderação
Abaixo de 40% da mediana de vendas fechadas do mesmo item, na mesma conservação, o anúncio sai da vitrine até alguém olhar. Preço bom demais é a isca mais antiga que existe.
- Contato externo some da conversa
Telefone, e-mail, link e nome de rede social são ocultados nas mensagens, e certas frases acendem alerta. É fora da plataforma que o golpe acontece, então a conversa fica aqui, guardada.
Antes de anunciar: diga o que exatamente você está vendendo
O mesmo cartucho vale coisas diferentes conforme o que vem com ele, e a maior parte da briga depois da venda nasce daí: o comprador entendeu que vinha caixa, o vendedor nunca disse que vinha. Por isso o anúncio daqui carrega a conservação declarada peça por peça, e o item cai numa destas quatro faixas.
- Lacrado
- lacrado de fábrica. Só conta como lacrado o lacre de fábrica: lacre posto por loja e jogo relacrado são outra coisa, e declarar relacrado como original é fraude.
- Completo
- completo, com caixa e manual. É o que fórum de colecionador chama de CIB, e é a faixa que mais se procura em anúncio de jogo antigo.
- Com caixa
- com caixa, sem manual. Vale menos que o completo e bem mais que a mídia solta.
- Só a mídia
- só a mídia. É a maior parte do que circula, e é a faixa em que a descrição honesta da etiqueta e dos riscos decide a venda.
Item que não funciona ou funciona com defeito sai dessas quatro e fica marcado como avaria: ele não entra no cálculo de preço junto com cópia boa, e isso protege você também, porque impede que uma peça quebrada e barata puxe a referência do seu item para baixo. A escala completa de conservação, peça por peça é a mesma que o anúncio usa.
Sobre quanto pedir
O site não tem tabela de preço e não vai estimar o valor do seu jogo. O que existe é o preço pedido nos anúncios ativos do mesmo lançamento, que é fato observável e aparece na ficha, e a faixa de venda fechada quando houver amostra que a sustente. A régua está explicada em quanto vale meu jogo, com o mínimo de vendas e a janela de tempo que o servidor exige para publicar qualquer cifra.
Vender não é a única saída
Repetido costuma valer mais como moeda do que como dinheiro. Se o que você quer é trocar o que sobra pelo que falta, existe a página sobre troca de jogos retro, que explica como o site cruza o que sobra na sua estante com o que falta na de outra pessoa, sem ninguém precisar anunciar nada.
E se a coleção inteira vai sair de casa, comece registrando o que existe: uma lista com estado descrito peça por peça vende melhor e mais rápido do que uma pilha fotografada em cima da cama. Como catalogar a coleção mostra o caminho mais curto para isso, inclusive a partir de uma planilha que você já tem.
Perguntas de quem vai vender
Preciso pagar para anunciar?
Não. Anunciar é de graça e não existe comissão: o site não fica com parte da venda porque não existe pagamento intermediado aqui. Ele apresenta as duas pessoas, guarda a conversa, a proposta e a avaliação, e o dinheiro passa direto entre vocês.
Por que preciso mostrar o item pela câmera?
Porque é o que separa quem tem a peça de quem copiou uma foto da internet. Você mostra o item ao vivo, com um código escrito à mão, e o quadro fica guardado para a moderação conferir. Aprovado, o anúncio ganha o selo de posse confirmada. Guardar item na estante não exige nada disso: a exigência vale para vender, que é onde há dinheiro em jogo.
Quanto devo pedir pelo meu jogo?
O site não tem tabela de preço e não inventa um valor para o seu item. O que existe é o preço pedido nos anúncios ativos do mesmo lançamento, que é fato observável, e a faixa de venda fechada quando houver amostra suficiente. Enquanto não houver, a resposta honesta é que ninguém sabe, e é isso que a ficha do jogo mostra.
Posso anunciar um jogo que não está na minha coleção?
Não. O anúncio nasce de um item da sua estante, com pelo menos uma foto real dele. Sem item e sem foto o servidor recusa a publicação. É chato no primeiro anúncio e é justamente o que faz a vitrine não ter anúncio fantasma.
Sou conta nova. Por que meu anúncio travou?
Nos primeiros 7 dias a conta mantém 1 anúncio ativo e no máximo R$ 500 por anúncio. Passado esse prazo, o teto some. A regra existe contra conta descartável criada para dar um golpe e sumir, e é o preço de a vitrine ser um lugar onde dá para confiar em quem está do outro lado.
E se a pessoa quiser levar a conversa para fora do site?
Telefone, e-mail, link e nome de rede social são ocultados automaticamente nas mensagens, e frases típicas de golpe acendem alerta para a moderação. Fora da plataforma não há conversa guardada, não há reputação e não há a quem recorrer: é exatamente lá que o golpe acontece.
Comece pelo item, não pelo anúncio
Cadastre a peça na estante, descreva o estado e confirme a posse pela câmera. Com isso feito, publicar leva um minuto, e o selo de posse confirmada vai junto.